Apanhamos o nosso amigo FrecciArgenta às 8:35 em direcção a
umas das cidades mais românticas da Europa. Apesar de todos já termos vistos
imagens de Veneza o contacto “in loco” é algo que nos deixa impressionado. Boquiabertos.
Por momentos, ficamos sem reacção. Esperava da A. um comportamento idêntico.
Então… com cuidado… preparei a máquina fotográfica, sem a A. perceber, para
poder captar as suas primeiras reacções. Fica-se assim quando vês pela primeira
vez todo o frenesim do Grande Canal.
Uaaauu! Brutal… Estava
a ver que só apanhava a A. dentro de água. Correu para junto do canal para abraçar
esta bela cidade. Só ela poderá descrever o que sentiu nesse momento:
“Senti uma alegria imensa porque não esperava que a cidade
fosse tão bonita. E há tantos anos que sonhava conhece-la, poder fazer isso
contigo foi o melhor que podia ter acontecido!”
Seguimos calmamente pelas ruelas de Veneza em direcção à
praça de S. Marcos. Tirávamos fotografias a cada esquina, a cada ponte… O
próximo canal, a próxima passagem, parece sempre mais bonita que as anteriores.
Depois de fazer uns 3 a 4 km dentro de Veneza - devemos ter
andado às voltas no crochet de rua e
canais - chegamos à Praça de S. Marcos. Dois grandes leões esperavam por nós. Era
necessário dominá-los para termos acesso a esta grandiosíssima praça. Fiz um
ataque fulminante. Um pouco desajeitado, mas o feroz animal ficou dominado.
Agora com a praça de S.Marco sob total controlo poderíamos apreciá-la
com calma. Provavelmente, uma das mais visitadas em todo em mundo. Deixo-vos as
fotos:
Despois de tanto monumento optamos por planear o nosso Jumping in Europe at Venezia. Antes que
a energia acabe. Esta coisa dos saltos ainda cansa. Estávamos nós a fazer uns treinos e vimos um casal asiático e seu
filhos a imitar a nossas loucuras. Afinal não somos os únicos loucos. Será
contagiante?
Esta situação deu-me uma ideia. Maluca claro! Podíamos fazer o salto juntos. Fazíamos um international jumping. Perdi a vergonha e fui fazer esta indecente proposta:
- Boa tarde, Podemos
saltar todos juntos? – perguntei num inglês tuga.
- Si, Si – respondeu-me com um sorriso nos lábios e acendo
com a cabeça. Ao mesmo tempo entregou-me a máquina e dirige-se para junto da família.
Ei… espera. Não está perceber - Pensei eu. A minha definição de todos
junto não é: a tua família junta. A minha é nós TODOS. Eu sei que é muito fora
da caixa para achar que lhe estava a fazer tamanha proposta. Bem, lá tive de
tirar a fotografia a toda a família a fazer um grande salto. Não consegui
resistir aquele ar de satisfação. Ficou boa a fotografia.
Não me dei por vencido. Quando veio buscar a máquina, voltei
a carga.
- Gostaria de tirar uma fotografia todos juntos a saltar.
Ele ficou parado por uns instantes a olhar para mim.
Incrédulo com a proposta. Respondeu-me: “Ok. Com os miúdos”. Humm… Tá bom.
Poderia ser mais louca, mas já vai ficar boa. Deixo-vos a foto. Todos felizes…Momento Brutal.
Faltava ainda o passeio de gondola. Tínhamos vontade de
fazer um passeio dentro dos pequenos canais. É mais bonito. Mais romântico.
Tinha de fazer a vontade à A. Colocamo-nos numa fila. Estas são mais curtas.
Existem centenas de gondoleiros em Veneza. Estávamos nós tranquilos quando se
aproxima uma senhora indiana:
- Qual é o
preço das gondolas? – pergunta ela
- 80€ -
respondemos nós.
- Hummm… O preço é por pessoa? – retorquiu
- Não por
barco.
- Quantas
pessoas podem ir nos barcos? – volta ela a carga.
- Seis – Eu
ia sempre respondendo rapidamente.
No final
encheu-se de coragem e perguntou:
- Quantos
são vocês? – perguntou ela ainda mais rapidamente.
- Dois
- Não querem
vir connosco?
Epá… nunca
tinha pensado nisto… Mentira… Aceitamos de imediato! E passamos para o início
da fila. Isto é o que se chamada 2 em 1: mais rápido e mais barato. Quando
chegamos ao início da fila aparece uma senhora holandesa com o filho a fazer as
mesmas perguntas. Onde é que já vimos isto? Conclusão lá foi um grupo
internacional fazer o passeio de gondola: portugueses de Lisboa, americanos de
Boston e holandeses de Amsterdam. Foi brutal!
O passeio de gondola é muito bonito. Andamos pelos canais e temos uma perspectiva de Veneza diferente. Os gondoleiros conseguem com um remo fazer todas as manobras com o barco. São incríveis. Quando tu achas que vai bater, não passa, não vira... eles fazem milagres.
Ainda pedimos ao gondoleiro para cantar o “Sole Mio”. Mas ele fez-se de difícil e a A. entrou em acção. Para além da carreira de pianista tem também elevado potencial no canto (apesar de ter inventado um bocado)
Temos a dizer que ficamos encantados com a senhora. Ela fez
um marketing incrível, começou a perguntar-nos coisas (como se não soubesse
nada) para ver até onde podia ir e de repente, estávamos nós no início da fila
já que o marido dela estava a espera que ela encontrasse o par ideal – nós! :)
Voltamos novamente a praça de S.
Marco para apanhar o barco (tipo cacilheiro) até à estação. Permitiu ver Veneza
noutro ângulo.
Agora vamos a mais um momento
brutal. Depois do passeio romântico de gondola e visita e a Veneza queríamos celebrar!
Celebrar à grande. Com champanhe. Estávamos ansiosos pelo serviço de catering do comboio.
Agora, pega num copo… e brinda connosco e a esta brutal aventura.
PS: O champanhe era mesmo bom! J
Arriverderci!


























1 comentário:
As fotos estão a ficar BRUTAIS!
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