terça-feira, 19 de agosto de 2014

4º Dia - Ventimiglia – Firenze

No fim da festa seguimos para a estação. Parecia um campo de refugiados. Não havia bancos disponíveis para nos sentarmos, nem lugares no chão junto a uma parede. A única alternativa era mesmo no meio da estação. Ainda foram muitos os apanhados pelo erro da aplicação que temos no telemóvel e que esperavam ter um comboio às 22h. Pensava eu que durante estes dias não ia “sofrer” as consequências dos erros informáticos. Profissionalmente têm-me tirado umas noites de sono, mas durante as férias?!... Poderiam dar-me algum descanso, não acham?!...

Está um pouco desfocada, mas dá para perceber o cenário
Às 5h05 apanhamos o comboio em direcção a Milão. Depois em direcção a Florença. Ainda deu para descansar um pouco. A A. adormeceu agarrada ao telemóvel. Devia estar a tentar perceber o erro informático. Retirei-lhe o telemóvel da mão e tirei uma fotografia. Está linda… :)

Aqui entre nós… Se a A. me apanha a dormir… vai fotografar-me. Tenho de ter cuidado.

A viagem de Milão para Florença foi muito agradável. Apesar do bilhete dizer “Carrozza”. Apanhamos um comboio de alta velocidade. Quando demos por nós já íamos a 300Km/h. Lembrei-me do meu banho no Sud Express onde era projectado para todos os lados e ali parecia que íamos parados.


Os comboios da linha Freccia são comboios de topo na Itália. Há 3 tipos: o FrecciaRossa, o FrecciArgento e o FrecciaBianco. Sendo que o primeiro é o mais rápido, podendo atingir os 350km/h! Nessa viagem apanhamos um FrecciaRossa. A A. delirou! Adorou os bancos eléctricos, o WC e o conforto. E “de subito”, como se diz por cá, aparece-nos o serviço de boas-vindas. Servem aos viajantes para além do café, sumos vários e aperitivos, também champanhe. Estivemos quase para pedir. Ficamos pela Cola Zero. Champanhe às 10h podia ser um pouco cedo apesar do dia anterior merecer um brinde.


Decidimos fazer o nosso Quartel General em Florença durante as 3 próximas noites. A posição central de Florença permite visitar, a uma distância de 1h a 2h de comboio, várias cidades de Itália: Roma, Veneza, Pisa, as Cinque Terre, Milão. Tudo isto graças aos tais comboios!

Chegámos a Florença eram 11h50. Descobrimos que era Domingo. Já tinha perdido a noção dos dias da semana. Isto é muito bom sinal. Queríamos alugar umas bicicletas para conhecer a cidade mas estava tudo fechado. :(

Fomos até ao nosso hotel. Seguindo o espírito de viajar ao sabor da nossa vontade, não tivemos muito tempo e nem fizemos grandes investigações para escolher o hotel. Até porque para nós, o hotel não tem de ser 5*. As condições são: não ser caro, ser limpo e bem localizado. Se assim for está perfeito. Vamos ficar 3 dias e a escolha até correu bem. Quarto grande com vista para o Duomo.



Começamos por visitar o Duomo. A catedral é imponente  e o tecto do altar principal é muito bonito. Mas a A. ficou fora de si quando a obrigaram a vestir uma “manta” azul só porque estava de calções. Eu acho que ela não gostou mesmo nada da sua nova fatiota... Chegou mesmo a fazer um discurso final filmado com toda a sua indignação. Nem tenho coragem de vos mostrar. Agora sempre que vê uma freira de saias pergunta se ela também não tem de tapar as pernas… e já vimos algumas.



Depois fomos visitando tudo (quase tudo) o que Florença tem para mostrar:








Deixo para esta parte final algumas fotografias mais especiais. A primeira está relacionada com a A. As ruas de Florença são muito movimentadas em especial nesta zona turística e nesta altura do ano. Como podemos comprovar por esta fotografia.


Mas quando a A. anda pelas ruas tudo muda. O brilho da A. faz desaparecer tudo o resto. Garanto-vos. Faz lembrar a musica “Ela não anda, ela desfila. Ela é top, capa de revista…”. Para quem quiser ouvir a música. Deixo o link. :)


O outro grande desafio que vos deixo é conseguirem sentar-se no topo da Ponte Vecchio.


As fotos não têm fotoshop. Nenhum…

No fim da tarde para relaxar um pouco sentamo-nos na Piazza della Signoria. Comemos um cheesecake di-vi-nal e a água fresca com gelo e limão soube-nos pela vida.


Por volta das 19h30 estávamos de rastos. A noite anterior e os passeios deixaram-nos cansados. No caminho para o hotel parámos para comer qualquer coisa. No restaurante, a falar com a empregada entre o inglês, o espanhol e o italiano para perceber o que eram os pratos, quando a A. disse “beringela” a senhora vira-se e diz: “Ah! Falam português? Então é mais fácil. Eu sou brasileira” Ficou tudo mais fácil!

Voltámos para o hotel. Acho que deitamos ainda era dia. Não me lembro de mais nada depois disso. Caímos num sono profundo.

Até a próxima paragem!

3 comentários:

Unknown disse...

Que tal perguntar primeiro: do you speak portuguese?

T. disse...

Vamos seguir a tua dica! :)

Já agora... em quantas tentativas achas que vamos ter sucesso?

S disse...

Mais do que as que possas imaginar... Portuguese people are everywhere!!!!