No fim da festa seguimos para a estação. Parecia um campo de
refugiados. Não havia bancos disponíveis para nos sentarmos, nem lugares no
chão junto a uma parede. A única alternativa era mesmo no meio da estação.
Ainda foram muitos os apanhados pelo erro da aplicação que temos no telemóvel e
que esperavam ter um comboio às 22h. Pensava eu que durante estes dias não ia
“sofrer” as consequências dos erros informáticos. Profissionalmente têm-me
tirado umas noites de sono, mas durante as férias?!... Poderiam dar-me algum
descanso, não acham?!...
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| Está um pouco desfocada, mas dá para perceber o cenário |
Às 5h05 apanhamos o comboio em direcção a Milão. Depois em
direcção a Florença. Ainda deu para descansar um pouco. A A. adormeceu agarrada
ao telemóvel. Devia estar a tentar perceber o erro informático. Retirei-lhe o
telemóvel da mão e tirei uma fotografia. Está linda… :)
Aqui entre nós… Se a A. me apanha a dormir… vai
fotografar-me. Tenho de ter cuidado.
A viagem de Milão para Florença foi muito agradável. Apesar
do bilhete dizer “Carrozza”. Apanhamos um comboio de alta velocidade. Quando
demos por nós já íamos a 300Km/h. Lembrei-me do meu banho no Sud Express onde era projectado para
todos os lados e ali parecia que íamos parados.
Os comboios da linha
Freccia são comboios de topo na Itália. Há 3 tipos: o FrecciaRossa, o
FrecciArgento e o FrecciaBianco. Sendo que o primeiro é o mais rápido, podendo
atingir os 350km/h! Nessa viagem apanhamos um FrecciaRossa. A A. delirou! Adorou
os bancos eléctricos, o WC e o conforto. E “de subito”, como se diz por cá,
aparece-nos o serviço de boas-vindas. Servem aos viajantes para além do café,
sumos vários e aperitivos, também champanhe. Estivemos quase para pedir.
Ficamos pela Cola Zero. Champanhe às 10h podia ser um pouco cedo apesar do dia
anterior merecer um brinde.
Decidimos fazer o nosso Quartel General em Florença durante
as 3 próximas noites. A posição central de Florença permite visitar, a uma
distância de 1h a 2h de comboio, várias cidades de Itália: Roma, Veneza, Pisa, as
Cinque Terre, Milão. Tudo isto graças aos tais comboios!
Chegámos a Florença eram 11h50. Descobrimos que era Domingo.
Já tinha perdido a noção dos dias da semana. Isto é muito bom sinal. Queríamos
alugar umas bicicletas para conhecer a cidade mas estava tudo fechado. :(
Fomos até ao nosso hotel. Seguindo o espírito de viajar ao
sabor da nossa vontade, não tivemos muito tempo e nem fizemos grandes
investigações para escolher o hotel. Até porque para nós, o hotel não tem de
ser 5*. As condições são: não ser caro, ser limpo e bem localizado. Se assim
for está perfeito. Vamos ficar 3 dias e a escolha até correu bem. Quarto grande
com vista para o Duomo.
Começamos por visitar o Duomo. A catedral é imponente e o tecto do altar principal é muito bonito.
Mas a A. ficou fora de si quando a obrigaram a vestir uma “manta” azul só porque
estava de calções. Eu acho que ela não gostou mesmo nada da sua nova fatiota... Chegou mesmo a fazer um discurso final filmado com toda a
sua indignação. Nem tenho coragem de vos mostrar. Agora sempre que vê uma
freira de saias pergunta se ela também não tem de tapar as pernas… e já vimos
algumas.
Depois fomos visitando tudo (quase tudo) o que Florença tem
para mostrar:
Deixo para esta parte final algumas fotografias mais especiais.
A primeira está relacionada com a A. As ruas de Florença são muito movimentadas
em especial nesta zona turística e nesta altura do ano. Como podemos comprovar
por esta fotografia.
Mas quando a A. anda pelas ruas tudo muda. O brilho da A.
faz desaparecer tudo o resto. Garanto-vos. Faz lembrar a musica “Ela não anda,
ela desfila. Ela é top, capa de revista…”. Para quem quiser ouvir a música.
Deixo o link. :)
O outro grande desafio que vos deixo é conseguirem sentar-se
no topo da Ponte Vecchio.
As fotos não têm fotoshop. Nenhum…
No fim da tarde para relaxar um pouco sentamo-nos na Piazza
della Signoria. Comemos um cheesecake
di-vi-nal e a água fresca com gelo e limão soube-nos pela vida.
Por volta das 19h30 estávamos de rastos. A noite anterior e
os passeios deixaram-nos cansados. No caminho para o hotel parámos para comer
qualquer coisa. No restaurante, a falar com a empregada entre o inglês, o
espanhol e o italiano para perceber o que eram os pratos, quando a A. disse
“beringela” a senhora vira-se e diz: “Ah! Falam português? Então é mais fácil.
Eu sou brasileira” Ficou tudo mais fácil!
Voltámos para o hotel. Acho que deitamos ainda era dia. Não
me lembro de mais nada depois disso. Caímos num sono profundo.
Até a próxima paragem!


















3 comentários:
Que tal perguntar primeiro: do you speak portuguese?
Vamos seguir a tua dica! :)
Já agora... em quantas tentativas achas que vamos ter sucesso?
Mais do que as que possas imaginar... Portuguese people are everywhere!!!!
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