Quando chegamos de manhã a estação encontramos um piano
disponível para quem quisesse utilizar. Foi uma ideia do Ministério da Cultura
Francês para promover a cultura musical. Achei uma ideia original, mas pensei
que a utilização fosse muito diminuta. Ou então seria utilizada por pessoas que
nunca tinham visto um piano à frente.
Bem… Estivemos ainda um par de horas a espera do comboio para
Nice e pudemos observar bastante. Várias pessoas sentaram-se no piano e começaram
a tocar. Assim, tivemos oportunidade de ouvir músicas como: La Valse d’Amelie
(que deixou a A. encantada); Pour Elise
(a que foi mais vezes reproduzida); alguns exercícios de Bach entre outras
coisas… A verdade, é que o som do piano ia criando um ambiente bem agradável.
Também é verdade, que quase dava para perceber quem percebia do assunto ou não,
pela forma como abria o piano e como sentava no banco.
Enquanto uma destas peças tocava alegremente, apareceu um protagonista
muito especial. Deveria esta sob o efeito de alguma coisa ou então
era o seu estado normal… Não quero especular mais. Para o efeito pouco
interessa. Como eu dizia, enquanto tocavam. Ele dançava. Fazia bailado. Rolava
no chão… Eu sei lá. Era um polivalente. Estamos a falar de um jovem corpulento para
aí com 1.90m.
Quando a música acabou, ele ficou a pedir mais e começou a
fazer um aquecimento como se fosse jogar futebol: saltos, flexões, alongamentos…
No entanto, como a rapariga que estava a tocar saiu do piano ele decidiu também
mostrar os seus dotes enquanto pianista. Sentado no piano com um ar muito
profissional e compenetrado, começou ele! Que medo… Pobre piano... Começou a
fazer arpejos e acordes totalmente descoordenados. A cabeça dele movimentava-se
violentamente para todos os lados. Se houvesse a função de mute ele até parecia um grande pianista. No final acabou por obter
um aplauso da assistência da estação, quanto mais não fosse pelo espectáculo
divertidíssimo que nos proporcionou. Ele ficou que não podia... Tentei tirar
algumas fotos, mas o movimento era tanto que não ficou nada de especial. :) Deixo-vos a prova.
Agora, sim. Era a vez da A. entrar em acção. Ao ouvir os
pianistas, não me refiro a este último, ela estava a ouvir atenta e com o seu
bichinho do piano a perguntar: Quando é que vamos lá? Esta música é tão gira. Vamos.
Vá lá…
Finalmente, chegou o
momento: Sras. e Srs. tenho o
prazer de apresentar a pianista mundialmente conhecida: A.
No final não houve um aplauso como no protagonista anterior.
Correu bem. :)
A seguir, saímos em direcção a Nice. Ainda estava fresco,
mas o céu estava limpo. Era bom sinal. Quando chegámos a Nice o casaco foi directo
para a mala. Ufa… Já não era sem tempo. Deixamos a mala grande nos cacifos da
estação e levamos fatos de banho. Ao início a A. não queria. Aqui entre nós que
ninguém nos ouve: eu acho que acabou por levar só para depois não me ouvir. Ela
ia convencida que não queria ir à água. Apesar de toda a descrição que fiz sobre
a temperatura da água.
Pelo caminho passámos pela Catedral de Notre Dame de Nice (uma
réplica da de Paris). Quando entramos estavam a tocar o órgão de tubos. Fomos
presenteados com o som incrível que este instrumento produz. Não é todos os dias que se tem oportunidade de ouvir tocar um instrumento desta dimensão. Queremos partilhar
convosco. Deixo uma pequena filmagem. Ouçam com atenção. Eu sei que não é a
mesma coisa.
Chegamos à praia. Ao ver as águas azuis da praia de Nice
tudo mudou. Durante alguns momentos a A. ficou incrédula com o que estava a
ver. Só faltou pedir para lhe dar um beliscão. A praia de Nice tinha um azul ….
Absolutamente incrível. Não tive de usar mais o meu latim para a convencer. Quando dei por mim, ela já estava a vestir o biquíni.
O problema? O problema foi depois para a tirar da água. Água quentinha. Ninguém
tirava a A. de lá. E confesso que eu também não queria sair de lá.
O mar também não ajudava. Tem uma rebentação curta muito
forte. :)
Foi pena não conseguir fotografar a saída enrolada e a gatinhar da A. É preciso
referir que a praia de Nice é toda de pedras tipo de rio e custa imenso andar
descalço em cima delas…
Na hora de maior calor fomos para o parque da cidade.
Subimos ao Le Chateau e conseguimos tirar mais fotografias da linda praia de Nice onde se pode apreciar a bela palete de tons de azul.
Ainda falta qualquer coisa, não? Sabem o quê? Ah pois é... falta o Jumping in Europe in Nice. Não é que desta
conseguimos mesmo saltar?!?! Levou 3 dias! Mas até parece que estou a fazer parapente.
Estava bastante calor, terminamos nas ruelas
da cidade e aproveitamos para comer um gelado na melhor gelataria de Nice: o Fenocchio. A A. escolheu Vanilla e Meringue. Eu para não ser normal escolhi o sabor: Cactos! Ahahaha! Podem crer que é bom e sem picos! :) O sabor é uma mistura de menta, limão e...cactos! :)
Uma coisa engraçada que reparámos em Nice é que existem imensos cães a passear com os seus donos. E entram nos centros comerciais e lojas. Todos muito emproadinhos! Giro, giro! Também é verdade que desde que entrámos em França já nos cruzamos com vários a andar nos comboios! Fantástico! Um país que respeita os animais. A A. está nas suas 7 quintas!
Às 16h25 partimos em direcção ao Mónaco. A viagem faz-se num instante. Mal saímos da estação tirei 3
fotos em menos de 2 segundos. Vejam o que apanhei (desculpem o enquadramento mas as fotos foram tiradas rapidamente).
Disse a A.: "Pronto. Isto é o Mónaco!" e na verdade não é que seja muito diferente. É a verdadeira feira das vaidades! A A. andava possuída com as desigualdades que existem no mundo. Eu ia apreciando aquele mundo tão diferente da nossa realidade...
Pois… Deixo-vos também algumas fotos dos barcos que estavam
na marina. Fico sem palavras para descrever toda esta exibição de
riqueza …
Do Mónaco seguimos viagem para Ventimiglia - Froteira de Itália. O fim do dia estava perto e a maior surpresa de todas também! Estávamos nós sentadinhos na estação a espera do comboio das 22h para irmos para Florença quando... o comboio não ia partir! Ou melhor, ia, mas não podíamos utiliza-lo porque era um comboio russo e estava overbooked. Estava imensa gente na estação a espera daquele comboio e nada... Ficamos danados por uns minutos. Não havia alternativa se não pernoitar em Ventimiglia. Só que... os hotéis também estavam... isso mesmo. Overbooked. Completos. Não havia vagas. Começamos a andar pela cidade até que ouço um ritmo quente a chamar por nós... era a bachata que estava a tocar na festa da de verão da cidade: Notte Bianca. Não resistimos. Juntamo-nos ao grupo. Depois da bachata, veio kuduro, flash mobs e afins. Foi bom para descontrair. Ainda fizemos uns amigos italianos. O resultado está a seguir:
O dia foi longo mas valeu bem a pena!
Até algures.






















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