quinta-feira, 31 de maio de 2012

12º Dia - Yosemite National Park

Bom dia srs. passageiros, apertem bem os cintos porque hoje o dia vai ser mega brutal. Sim, Mega.
Vocês sabem que esta classificação não é facil de atingir. Mesmo nada fácil. Nós não damos esta classificação facilmente. Somos muito exigentes. Lembro-vos que passámos por lugares como: New York, Niagara Falls, Chicago, Sequoia Tree, Los Angeles... é só ler os posts. São absolutamente brutais, mas para obter uma classificação de mega brutal é necessário mais. Muito mais. Para vos recordar até agora só Yellowstone conseguiu tamanha distinção com os bisontes, geyseres, hot springs e companhia...

Hoje vamos um local para te deixar sem fala, sem reacção, sem adjectivos para o conseguir classificar. A classificação de Mega Brutal para o dia de hoje está também relacionada com o acontecimento extraordinário que aconteceu no final do dia. Já lá vamos.

Vamos então à nossa viagem de hoje.

Imagina que estás num carro. Estás a subir uma montanha numa estrada cheia de curvas e contra curvas. Conforme vais subindo, vais sendo premiado com paisagens cada vez mais espectaculares: montanhas cobertas de neves; florestas deslumbrantes; aqui ou acolá vês um animal selvagem. Brutal.

Prepara-te agora. Estás pronto? Vamos entrar na parte mega brutal.

Na estrada entrámos num túnel ainda longo com cerca de 1 km. As paredes em rocha bruta revelavam as explosões que deram origem ao túnel. Ao fundo começo a ver a luz do dia. Quando saímos do túnel fiquei... agora vem a parte difícil de descrever. Lembram-se da descrição que fiz quando chegamos ao cimo da Willis Tower?

Quando chegas bem lá a cima os teus olhos arregalam-se, as tuas pálpebras simplesmente não querem fechar só para aprecisar cada segundo e cada centimetro de paisagem que tu vês.”

que neste caso acrescento: o teu queixo cai, a tua respiração pára e ficas sem reacção até o carro parar no meio da estrada. O condutor de trás não apitou porque ele também deve ter ficado sem qualquer reacção.

Passados estes segundos desta anestesia geral, olho para o lado e vejo que a A. estava a dormir o seu soninho matinal. Sim a dormir! Como é possivel?!... Acordei-a. para que ela também pudesse desfrutar daquele momento. Eu acho que depois de acordar ela ainda pensava que estava a sonhar.

O que vêem? Um vale verdejante maravilhoso. Cada uma das montanhas que formam o vale erguem-se de forma majestosa e imponente. Nos seus topos brotam cascatas de águas frescas e cristalinas criando um espectáculo de cor e som inenarráveis Todo o vale é serpenteado por um ribeiro de águas puras coberto por um sol radiante e envolto numa brisa fresca. Ouves o chilrear dos passarinhos.

Podem achar que estou a ser um pouco exagerado mas as imagens a seguir tentam mostrar o que tentei descrever. Apesar de não haver imagens que consigam substituir a sensação de ver e estar naquele sitio.



Estou a falar de Yosemite National Park. No lado esquerdo está El Capitan um maciço granítico com uns “pequenos” 2307 m de altura. Ao meio ergue-se o Half Dome e a direita a Bridalveil Fall umas de várias cascatas de Yosemite. No vale desliza paulatinameno o Merced River.



Simplesmente Brutal.

Fomos em direcção ao vale para desfrutar de forma mais próxima este extraordinário espaço de terra. Começamos a conhecer mais algumas personagens que tornam este vale algo absolutamente impar: Tree Brothers; North Dome; Upper Yosemite Fall; Royal





No vídeo de apresentação do parque sugeriam para sentirmos melhor o Yosemite Spirit . Deixar a Natureza tomar conta de nós. Caminhar em silêncio e ouvir os sons da montanha. Esse convite aguçou-nos a vontade que tínhámos de subir a encosta e ver toda Yosemite do topo.Decidimos então fazer uma caminhada (hiking) de 4 horas na montanha. Depois de alguma indecisão sobre que caminho (trail) havíamos de seguir (tantas são as possibilidades) optámos por fazer a subida da cascata Yosemite Fall. Para ser muito sincero o que eu gostava mesmo era subir ao cimo do Half Dome e ver o vale a partir do céu. Só que para isso teríamos de começar a caminhada às 5:00 da manhã. Definitivamente já não íamos a tempo.









Simplesmente Brutal.

Estava na hora de sair de Yosemite. Mas antes disso Yosemite ainda nos quis presentear com uma das suas pérolas de vida animal. Um Mule Deer cruzou a estrada mesmo a nossa frente como que a impedir a nossa saída e a dizer: “Não se vão embora. Fiquem mais um pouco. Ainda têm o Half Dome para subir”. Já só o conseguimos fotografar quando tinha entrado para a vegetação.


No caminho de volta tivemos o privilégio de percorrer uma boa parte da High Sierra e ficamos completamente deliciados com o caminho. Durante todo o percursso as montanhas erguiam-se a nossa frente cobertas de gelo no topo, outras vezes tínhamos um painel de árvores de um lado e do outro a criar um túnel, vimos lagos fabulosos. A A. perdeu-se de amores pelo Lago Tenaya.


E com o cair da noite o céu começava a ficar cintilante com as estrelas que iam surgindo. A viagem continuava com destino a Bishop.

Não pensem que o dia já acabou. Ainda temos mais um momento Mega Brutal para hoje. O dia foi bem longo.

Antes de ir a esse momento muito especial ainda temos mais um episódio para vos contar. Estamos a chegar a Bishop. Cidade onde estava reservado o nosso hotel. Tínhamos acabado de chegar e andávamos a procura de algum lugar para comer . Algo que não fosse fast food. Pode parecer fácil mas nos Estados Unidos não é. Eram cerca da 22h e a maioria dos estabelecimentos estavam fechados.

A A. estava a conduzir e decidiu virar num sentido proibido. Imaginem o que aconteceu? É fácil... Apareceu um carro da polícia. Oh não! pensei. Outra vez, mais uma multa. A A. sorriu para o polícia (este sorriso valeu a pena) e ele perguntou de dentro do carro:

- Andam perdidos?
- Andámos à procura de um restaurante – responde a A. com sinceridade e a fazer um ar de cachorrinho abandonado.
- Querem fast food? - perguntou o polícia de forma muito prestável.
- Não, se possível algo diferente de McDonalds.- Sigam-me que eu levo-vos a um restaurante. - responde o polícia de forma surpreendente.

Lá fomos nós de escolta policial até ao restaurante. Quando lá chegámos ainda trocou umas palavras connosco a perguntar-nos de onde éramos e se estávamos a gostar dos EUA. Brutal não é? Deixo aqui o meu agradecimento à simpatia do Xerife de Bishop. Cinco estrelas. A propósito... Será que ele poderia fazer alguma coisa com a multa de San francisco. Fica aqui a dúvida

Depois de jantar e de termos deixado as nossas coisas no hotel saimos para mais uma actividade brutal. O céu estava limpo. A Lua estava em quarto crescente mas esta noite ela iria por-se relativamente cedo o que significaria um céu ainda mais estrelado. Saímos da cidade para podermos ir para um local sem iluminação e desfrutar melhor daquele céu estrelado.
O momento foi Mega Brutal. Conforme a Lua ia desaparecendo, progressamente começávamos a ver a Via Láctea. Sim, a nossa Via Láctea estava a aparecer no céu. Palavras para quê? Deixo-vos as fotografias.




Só consegui parar de fotografar quando a bateria terminou, já eram perto das 3h da manhã.

Foi BRUUUUUUUUUUUUUUTAL.

Este dia definitivamente merece a classificação de mega brutal.

terça-feira, 29 de maio de 2012

11º Dia - Sequoia National Park


Olá caros viajantes. Hoje temos uma história de contos de fada. Lembram-se da história do João e o pé de feijão, que preencheu o imaginário da nossa infância? Para os mais distraidos deixo aqui um bocadinho da estória.

No tempo do rei Alfredo uma mãe deu a seu filho uma vaca para vender na feira. Quando ele ia levando o animal, encontrou um talhante que lhe propôs trocar a vaca por uns grãos mágicos de feijão que ele levava no chapéu. João, julgando ser isso uma grande oferta, aceitou a proposta e voltou para casa. Quando sua mãe viu os feijões por que ele havia trocado a vaca, perdeu a paciência. Apanhou os grãos de feijão, atirou-os para fora da janela,...

(Semente de Sequoia)

No dia seguinte, João acordou cedo e viu que alguma coisa estava fazendo sombra na janela de seu quarto. Levantou-se, desceu as escadas e foi ao jardim. Aí verificou que os grãos que sua mãe havia atirado pela janela, tinham germinado e o pé de feijão crescera surpreendentemente. As hastes eram grossas e tinham-se entrelaçado como uma trança. Estavam tão altas, que davam a impressão de alcançarem as nuvens....



João, que gostava de aventuras, resolveu trepar na árvore que se formara, até atingir o alto.


Bem, a nossa versão da estória termina por aqui porque o "nosso" João não conseguiu ir até ao topo como o João do Pé de Feijão. Um fraquinho. A outra diferença é a que nossa estória não é uma fabula. Tudo é muito real.

Quando chegámos ao Sequoia National Park e encontramos as 4 guardiãs parecia que estávamos a entrar no mundo do gigante do João e o Pé de feijão. Foi Brutal ver aquelas árvores.



Deixem-me explicar porque que estas arvóres são simplesmente brutais. Vou pedir novamente que libertes a tua imaginação e que a deixes atingir níveis nunca antes alcançados. Vais precisar.

Imagina uma árvore com 100 m de altura. Melhor.... Uma árvore com a altura de um prédio de 30 andares. Estás a ver um prédio de 10 (possível de encontrar em Lisboa). Multiplicas por 3 e é... igual a Sequoia Tree. Consegues imaginar? Agora imagina que essa árvore ocupa mais do que todo o teu quarto ou talvez a tua sala (estou a assumir que o teu quarto não tem mais de 40 m2). Agora vem a parte mais brutal. Essa árvore tem 2200 anos de idade.Sim, 2200 anos de idade. Consegues imaginar? Difícil, não é? Então apresento-te a General Sherman.



Agora perguntas tu: Como pode uma árvore viver 2200 anos? Esse foi o segredo que descobrimos no Sequoia National Park. Esta árvore tem uma casca que não só isola o calor para o interior da árvore como também é muito dificil de queimar. Uma árvore destas chega a sobreviver a mais de 100 grandes fogos durante toda a sua vida. O seu tronco também tem características que impedem a propagação do fogo. Em todas as Sequoias vemos marcas do fogo. Algumas delas com marcas muito grande, mas mantém-se firmes e cheias de vida.





Para terminar deixo aqui imagens de algumas copas dessas arvores. Alguns ramos parecem eucaliptos grandes.




Simplesmente Brutal.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

10º Dia - Los Angeles e Hollywood


Buenos dias señor passageiro. Começo por falar em espanhol porque quando chegamos a Downtown em Los Angeles, mais parecia que estávamos numa cidade mexicana. Hoje o dia será cheio de glamour, jet-set, fama show, movie star, compras, carros, casas... Preparem-se...

Quando avistámos a placa de Hollywood sabíamos que estávamos a chegar. Los Angeles Downtown era o nosso primeiro destino. Quando lá chegamos os cabelos pretos, as peles morenas e estatura baixa, a língua e os sotaques faziam com que parecesse que tínhamos chegado a uma cidade qualquer da América Central.



Vamos agora para a parte “glamourosa” do dia. Começamos pelo Walk of Fame. O famoso passeio onde todas as estrelas de cinema, realizadores, jornalistas, repórteres, músicos têm a sua estrela. Nós andamos à procura da nossa, mas sem grande sucesso.







No passeio da fama fomos encontrando muitos nomes que Hollywood imortalizou: Marilyn Monroe, Frank Sinatra, Clark Gable, Nicole Kidman, Michael Jackson, Mickey Mouse (sim, também tem uma estrela). Fazendo-nos recordar e viver muitos dos filmes que vimos nos cinemas:







Tive a oportunidade única de dar um abraço ao Shrek. Ele ficou muito contente por me ver (digo isso pelo sorriso)

Estamos quase a chegar a um momento divertido do dia. Principalmente para a A. Colocar a mão e o pé onde o George Clooney já colocou. Fãs do George Clooney preparem esse coração para as imagens que aí vêm... :)



Já agora, por curiosidade, há celebridades que optam por não ter uma estrela no Walk Of Fame. E o Clooney para já é uma delas para grande aborrecimento da A.. Quase que ia esganando a pobre senhora das informações do Kodak Theatre quando lhe disse que ele (who else?) não tinha estrela no passeio.

Mas haviam muitas celebridades. Muitas mais.





Meninas, imagino que os vossos corações ainda não recuperaram de tamanha emoção. Mas agora imaginem uma rua com as marcas mais famosas do mundo, onde o verdadeiro jet-set vai fazer as suas compras num fim de tarde, num fim-de-semana ou simplesmente quando estão stressadas... (A A.costuma dizer-me que fazer compras é bom para animar). Welcome to Rodeo Drive!








Meninos, não fiquem tristes porque nestas ruas também há muita coisa para ver e que enche claramente o olho. Não, não estou a falar apenas das esculturas resultado das cirurgias plásticas que se passeiam por Beverly Hills...





Faltava naturalmente o momento brutal do final do dia. Tinha preparado este momento já desde Lisboa. Inclusivamente tinha preparado uma roupinha especial (é preciso ser fashion) para a ocasião. Estar junto ao Oceano Pacífico e não dar um mergulho seria um momento imperdível. Principalmente sabendo que teria sempre a minha Palmela Anderson (entenda-se a A. claro está) para me salvar.






BRUUUTAL