quinta-feira, 28 de agosto de 2014

12º Dia - Milão - Paris

Apesar do senhor da estação nos dizer que não havia forma de chegar a Paris nos próximos dias não desistimos. A Brutal Adventures nunca desiste. Esta coisa de viajar sem plano e sem reservas prévias tem destes problemas.

Sabíamos que existia um comboio Munique -> Paris. Poderíamos ir até Munique e depois apanhar o comboio para Paris! Fomos ver se conseguíamos disponibilidade. Também estava esgotado! E agora? Não estava mesmo nada fácil. Todas as alternativas para sair de Milão estavam completamente overbooked!

Começamos à procura de alternativas através da Suiça: Zurique ou Berna. Por este caminho tínhamos de apanhar 4 ou 5 comboios até chegar a Paris. Estes comboios não exigem reserva prévia (excepto Strasbourg->Paris). Verificamos na internet e em princípio havia disponibilidade. As bilheteiras já estavam fechadas e não conseguimos confirmar. Não havia nada a perder. Teríamos de arriscar. Partimos então a aventura: Milão->Chiasso->Zurique-> Strasbourg ->Paris. Este seria o nosso itinerário.

Quando chegamos a Zurique as bilheteiras já estavam abertas. Fomos tentar reservar o comboio de Strasbourg. Quando a senhora da bilheteira nos disse que o comboio da 9:46 Strasbourg->Paris estava esgotado. Foi um balde de água fria… e agora? Outra vez?
Perguntei - No próximo que parte às 11h42 tem disponibilidade? A senhora respondeu: Yes. Ela disse “Yes”?!... Yupieeeeee! Marque lá isso antes que fique esgotado. Não foi fácil. Mas iríamos chegar a Paris às 14:05.

Quando chegamos a Strasbourg até houve tempo para carregar o telemóvel. Bastava pedalar na maquineta e o telemóvel carregava. Ideia engraçada. Já tinha 7023 likes.



O TGV Strasbroug –> Paris acelerou nas horas. Parecia que queria recuperar o tempo perdido. Chegou a atingir 317km/h. Só fotografamos os 312km/h.


Quando chegamos a Paris tratamos de encontrar um lugar onde ficar. Já fazemos isto com uma perna às costas. Foi rápido. Fomos deixar as coisas ao hotel e descansar um pouco. Mais ao final da tarde saímos para visitar o Museu do Louvre. Iríamos aproveitar que às quartas-feiras o museu está aberto até às 21h00. Queríamos ir ao Museu. Depois de termos estado em Atenas e Roma e ter visitado a Acrópole, fórum Romano e Coliseu sabíamos que ali poderíamos encontrar algumas das peças mais belas que outrora pertenceram a essas civilizações.

Já vimos vários documentários e filmes sobre o museu do Louvre, mas... Ficamos impressionadíssimos com o museu e as suas peças. Vale 200% a pena visitar este museu. É absolutamente brutal! Entramos às 18h e saímos eram quase 21h! É fácil perdermo-nos lá dentro com tantas peças e tão bonitas para ver.
Quando imaginamos estas peças colocadas em Atenas ou em Roma, conseguimos ficar ainda mais maravilhados com a beleza e requinte que estes lugares tiveram outrora. A multiplicidade histórica do Louvre é imensa: há peças de várias eras, várias culturas. Roma, França, Mesopotâmia, Grécia, Egipto, Árabes, Orientais…





Já tinha dominado um Leão em Veneza. Agora foi a vez de dominar uma águia. Foi fácil, Fácil...


Já quase ao fim do dia, começamos a ver imensas pessoas sentadas a desenhar a carvão as peças que estavam expostas. Vimos dezenas! Deviam ser estudantes de Belas Artes a preparar trabalhos de curso.


Saímos já era noite. Mas o nosso dia não tinha acabado. Ainda tínhamos uma senhora para visitar e ela certamente já tinha o vestido de noite. Fomos visitar a Torre Eiffel. Queríamos subir ao cimo da torre e confirmar que Paris é realmente a Cidade Luz.



A subida para a torre é impressionante. Ficamos no elevador junto ao vidro. Conforme vai subindo e vês o chão a desaparecer todos os mecanismos de alerta do teu cérebro começam a ficar activos. A mão da A. tremia enquanto tentava filmar a subida. Quando chegamos ao topo a vista é deslumbrante! 360º de luz à tua volta. Nós já estivemos no topo do Empire State Building em New York e da Willis Tower em Chicago. As vistas são incríveis. Ambos têm mais de 300m de altura. Quando estás no topo tens vários outros arranha céus com 200m de altura à tua volta. Em Paris isso não acontece. O edifício mais alto de Paris na proximidade da torre deve ter uns 20m (não me enganei no numero de zeros). A sensação de altitude que tens é brutal.



Assim que descemos conseguimos apanhar o espectáculo de pirilampo da torre! Na passagem do milénio, foi criada uma iluminação especial para a torre, que faz com que a cada hora hajam luzes a piscar durante 5 minutos. Mas o sucesso foi tão grande que acabaram por transformar esse espectáculo permanente. Assim que começa a piscar ouvem-se: “Ohh” e “Ahhh!” e as pessoas batem palmas. Uma alegria! 

O dia foi cheio de emoções fortes. Depois das dificuldades para chegar a Paris nunca imaginaríamos que este dia poderia terminar de forma tão especial. Mas tudo acabou por correr pelo melhor. Até o S. Pedro se manteve tranquilo apesar do tempo nublado.

Au revoir…




1 comentário:

Unknown disse...

Fixe! Pena foi ser pouco tempo, não é? No Louvre gostei de ver a Mona. Sempre impåvida e serena. No entanto e voltando a pertinente questão da águia. Só se consegue agarra-la se ela estiver em repouso com um olhar ternurento p o seu tratAdor, caso contrário nem um dragao cuspindo fogo pela boca era capaz! :O :O :O
Memórias impec's. E agora em português. .. bjnhos!