Depois das aventuras dos últimos dias queríamos ter um dia
para banhos nas águas do Mediterrâneo. Pensamos ir até as Cinque Terre na costa
noroeste de Itália. O dia estava um pouco nublado mas tínhamos a esperança que melhorasse com o decorrer do dia.
Pelo caminho passamos por Pisa. Achamos que seria uma boa
oportunidade para conhecer tão famosa torre que há anos se encontra inclinada e
ninguém consegue endireitar. Parece que pelo menos agora já não cai. Coloca-la
direita é que ninguém consegue.
Achamos interessante o desafio de conseguir endireitar a Torre
de Pisa.
Antes de chegar à torre ainda tivemos oportunidade de passear
pelas ruas de Pisa e tirar algumas fotografias bastante peculiares. Como este cão
que deve pesar mais de 30kg só de pêlo e que está sentado em cima do seu dono.
O miúdo olha para a situação a pensar: “Quello che succede qui?”
Quando chegamos à Torre de Pisa tivemos de começar a estudar
a estrutura e a fazer alguns protótipos para verificar qual a melhor forma para
conseguir endireitar a torre. Alguns dos protótipos foram bem difíceis de
construir. Verificamos que a estrutura ainda poderia ficar mais inclinada.
Mas passando determinado limite… O que acontece? Cai. Como pudemos
verificamos nos nossos protótipos. Coitada da A. que foi várias vezes ao chão.
Eu fiquei com a parte dos pontapés na cara.
Como podem ver este foi um trabalho profundamente estudado e
prototipado para conseguirmos atingir o objectivo final. É assim que “trabalhamos”
na Brutal Adventures.
Passamos à fase de estudo e análise, passamos à fase de execução/construção. Onde é que eu já ouvi isto?! Primeiro, começamos com uns empurrões com as mãos.
Esta é uma das fotos
mais típicas da torre. Vimos muitos turistas com esta abordagem. Claramente,
sem resultados. Caso contrário, com tantos turistas a empurrar, a torre já
estava direita há muito tempo.
Passamos para uma abordagem mais efectiva. A A. pega no seu
potente pontapé e… pumba! Pontapés pela
frente, por trás. A torre teria de endireitar.
Estava difícil. Agora era a minha vez de tentar. E… catrapumba!
Era tudo ao pontapé. Depois do estudo concluímos que era a melhor forma. Isto
tem tudo uma base muito científica.
Depois de todo este esforço, não é que valeu a pena? A torre
ficou direita. Direitíssima. Vejam lá esta foto e não me digam que a torre não
ficou direita. Claro que ficou!
Os locais e os turistas em particular, ficaram delirantes. Numa
alegria difícil de descrever. Até davam pulos de alegria!
Não sei se repararam bem na foto da Torre de Pisa direita,
mas o monumento mais a esquerda (Batistério de S. João) também está um pouco torto. Bem…
achamos melhor sair de fininho antes que nos viessem pedir para agora o
endireitar. Isto foi uma grande trabalheira. Ufa…
Partimos em direcção as Cinque Terre. Na costa da Ligúria há
um parque natural constituído essencialmente por 5 aldeias muito pitorescas que
vivem essencialmente da pesca e da agricultura. Até aqui nada de novo. A
particularidade das aldeias é que estão literalmente “cravadas” na serra íngreme
que se debruça sobre o mar. Entre elas existe um caminho a pé que as liga muito
bonito denominado: Via Dell'Amore. A ideia era fazermos o caminho e sempre que
possível íamos até ao mar nos refrescarmos.
O problema foi que quando chegamos a Riomaggiore, logo a
primeira cidade que visitamos, estava a chover. Isto não impedia que vários turistas
(e quem sabe nativos) se banhassem nas águas temperadas do Mediterrâneo. A
chuva parecia tropical. Era quente e a roupa secava rapidamente no corpo.
Verificamos que a Via Dell'Amore estava cortada devido à queda de terras. Esta foi a 2ª má notícia do dia. A primeira foi a chuva. Fomos para a estação apanhar o comboio para Manarola. Chegou uma hora atrasado. Terceira má noticia.
Já estava a sentir uns calores... Quando chegamos a Manarola achei melhor ir ao banho. Mesmo com o tempo nublado. Havia mais malucos a fazer o mesmo. Consegui passar despercebido. Então lá fui eu. A A. não quis ir. A zona de banhos é uma enseada com profundidade logo quando se entra. É um mergulho direto nas águas profundas do Mediterrâneo. A A. como não tinha pé não quis arriscar.
Voltamos para o comboio e mais 1 hora de atraso para conseguir chegar a Corniglia. Assim que chegamos, subimos até a aldeia e tiramos algumas fotografias. Já se estava a pôr o sol. Este malandro só apareceu por debaixo da nuvens no final do dia...
As paisagens são absolutamente lindas e deixavam-nos uma
vontade de ficar lá mais tempo. Mas não era mesmo possível. Tínhamos de voltar
para o nosso quartel general em Florença. Com todos os atrasos dos comboios tivemos de transformar as Cinque
Terre em Tre Terre – nova versão. Como muita pena nossa.
Importante ainda dizer que os comboios que ligam as diferentes vilas tem a duração máxima de 5 minutos. No entanto, a pé, os caminhos eram pela montanha e demorariam bastante mais.
Importante ainda dizer que os comboios que ligam as diferentes vilas tem a duração máxima de 5 minutos. No entanto, a pé, os caminhos eram pela montanha e demorariam bastante mais.
Quando vínhamos no comboio estávamos divertidos a preparar o
texto do blog e quando demos por nós tínhamos esquecido da saída na estação de Viareggio.
Ai!... Agora como vamos parar a Florença? Toca a consultar os horários disponíveis para ver o que
ainda havia aquelas horas. Felizmente, encontramos um comboio e às 23h50
chegamos a Florença. Estávamos estoirados, mas de coração cheio de tanta
aventura!
Ciao!























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