quarta-feira, 20 de agosto de 2014

5º Dia – Veneza

Apanhamos o nosso amigo FrecciArgenta às 8:35 em direcção a umas das cidades mais românticas da Europa. Apesar de todos já termos vistos imagens de Veneza o contacto  “in loco”  é algo que nos deixa impressionado. Boquiabertos. Por momentos, ficamos sem reacção. Esperava da A. um comportamento idêntico. Então… com cuidado… preparei a máquina fotográfica, sem a A. perceber, para poder captar as suas primeiras reacções. Fica-se assim quando vês pela primeira vez todo o frenesim do Grande Canal.



Uaaauu! Brutal… Estava a ver que só apanhava a A. dentro de água. Correu para junto do canal para abraçar esta bela cidade. Só ela poderá descrever o que sentiu nesse momento:

Senti uma alegria imensa porque não esperava que a cidade fosse tão bonita. E há tantos anos que sonhava conhece-la, poder fazer isso contigo foi o melhor que podia ter acontecido!



Seguimos calmamente pelas ruelas de Veneza em direcção à praça de S. Marcos. Tirávamos fotografias a cada esquina, a cada ponte… O próximo canal, a próxima passagem, parece sempre mais bonita que as anteriores.





Depois de fazer uns 3 a 4 km dentro de Veneza - devemos ter andado às voltas no crochet de rua e canais - chegamos à Praça de S. Marcos. Dois grandes leões esperavam por nós. Era necessário dominá-los para termos acesso a esta grandiosíssima praça. Fiz um ataque fulminante. Um pouco desajeitado, mas o feroz animal ficou dominado. 



Agora com a praça de S.Marco sob total controlo poderíamos apreciá-la com calma. Provavelmente, uma das mais visitadas em todo em mundo. Deixo-vos as fotos:




Despois de tanto monumento optamos por planear o nosso Jumping in Europe at Venezia. Antes que a energia acabe. Esta coisa dos saltos ainda cansa. Estávamos nós a fazer uns treinos e vimos um casal asiático e seu filhos a imitar a nossas loucuras. Afinal não somos os únicos loucos. Será contagiante?

Esta situação deu-me uma ideia. Maluca claro! Podíamos fazer o salto juntos. Fazíamos um international jumping. Perdi a vergonha e fui fazer esta indecente proposta:
 - Boa tarde, Podemos saltar todos juntos? – perguntei num inglês tuga.
- Si, Si – respondeu-me com um sorriso nos lábios e acendo com a cabeça. Ao mesmo tempo entregou-me a máquina e dirige-se para junto da família.

Ei… espera. Não está perceber - Pensei eu. A minha definição de todos junto não é: a tua família junta. A minha é nós TODOS. Eu sei que é muito fora da caixa para achar que lhe estava a fazer tamanha proposta. Bem, lá tive de tirar a fotografia a toda a família a fazer um grande salto. Não consegui resistir aquele ar de satisfação. Ficou boa a fotografia.

Não me dei por vencido. Quando veio buscar a máquina, voltei a carga.
- Gostaria de tirar uma fotografia todos juntos a saltar.
Ele ficou parado por uns instantes a olhar para mim. Incrédulo com a proposta. Respondeu-me: “Ok. Com os miúdos”. Humm… Tá bom. Poderia ser mais louca, mas já vai ficar boa. Deixo-vos a foto. Todos felizes…Momento Brutal. 


Faltava ainda o passeio de gondola. Tínhamos vontade de fazer um passeio dentro dos pequenos canais. É mais bonito. Mais romântico. Tinha de fazer a vontade à A. Colocamo-nos numa fila. Estas são mais curtas. Existem centenas de gondoleiros em Veneza. Estávamos nós tranquilos quando se aproxima uma senhora indiana:
- Qual é o preço das gondolas? – pergunta ela
- 80€ - respondemos nós.
 - Hummm… O preço é por pessoa? – retorquiu
- Não por barco.
- Quantas pessoas podem ir nos barcos? – volta ela a carga.
- Seis – Eu ia sempre respondendo rapidamente.
No final encheu-se de coragem e perguntou:
- Quantos são vocês? – perguntou ela ainda mais rapidamente.
- Dois
- Não querem vir connosco?

Epá… nunca tinha pensado nisto… Mentira… Aceitamos de imediato! E passamos para o início da fila. Isto é o que se chamada 2 em 1: mais rápido e mais barato. Quando chegamos ao início da fila aparece uma senhora holandesa com o filho a fazer as mesmas perguntas. Onde é que já vimos isto? Conclusão lá foi um grupo internacional fazer o passeio de gondola: portugueses de Lisboa, americanos de Boston e holandeses de Amsterdam. Foi brutal!







O passeio de gondola é muito bonito. Andamos pelos canais e temos uma perspectiva de Veneza diferente. Os gondoleiros conseguem com um remo fazer todas as manobras com o barco. São incríveis. Quando tu achas que vai bater,  não passa, não vira... eles fazem milagres. 

Ainda pedimos ao gondoleiro para cantar o “Sole Mio”. Mas ele fez-se de difícil e a A. entrou em acção. Para além da carreira de pianista tem também elevado potencial no canto (apesar de ter inventado um bocado)


Temos a dizer que ficamos encantados com a senhora. Ela fez um marketing incrível, começou a perguntar-nos coisas (como se não soubesse nada) para ver até onde podia ir e de repente, estávamos nós no início da fila já que o marido dela estava a espera que ela encontrasse o par ideal – nós! :)

Voltamos novamente a praça de S. Marco para apanhar o barco (tipo cacilheiro) até à estação. Permitiu ver Veneza noutro ângulo.






Agora vamos a mais um momento brutal. Depois do passeio romântico de gondola e visita e a Veneza queríamos celebrar! Celebrar à grande. Com champanhe. Estávamos ansiosos pelo serviço de catering do comboio.

Agora, pega num copo…  e brinda connosco e a esta brutal aventura.  



PS: O champanhe era mesmo bom! J

Arriverderci!



1 comentário:

S disse...

As fotos estão a ficar BRUTAIS!