sexta-feira, 21 de março de 2014

Insanity - The Workout

De há uns anos para cá, o exercício físico passou a ser muito importante na minha vida. É verdade que alturas há em que ando mais enamorada pelo exercício (e consequentemente pelo meu corpo) e outras em que só o facto de ir até ao ginásio consumia-me de aborrecimento e regra geral desistia.

Já fui mais dada ao ginásio. Gosto de algumas aulas. As de cardio são as minhas preferidas. Nos dias de hoje, com a crescente descordenação de horários que o meu trabalho (e do T. tb) têm imposto, a frequência do ginásio tem ficado confinada a alguns fins-de-semana.

Mas o facto de não estar a fazer nada de exercício estava a dar comigo em doida. Um desses dias estava a ler um blog e alguém referiu na caixa de comentários sobre um treino super intenso e com bons resultados: o Insanity. Não liguei muito aquilo. Fui a minha vida. Até que a noite na cama, já o sono do T. ia lá longe, lembrei-me do comentário e fui procurar saber mais sobre aquilo.

Estive a ver o Shaun T. e o seus pupilos nos vídeos de apresentação. Aquilo parecia extremamente exigente (the hardest workout ever) mas os resultados finais pareciam excelentes. A ideia foi entrando na minha cabeça e achei que era capaz de ser uma coisa engraçada de fazermos os dois.

No dia seguinte pensei no treino umas quantas vezes e a vontade crescia. A noite, enroscada no homem, desafiei-o:

- Queres fazer o Insanity comigo todos os dias? 60 dias e está feito! (Nessa altura a minha ideia era irmos todos os dias de manhã até à Marina fazer o treino)

Ele quis saber o que era aquilo. Mostrei-lhe os vídeos, o calendário, os resultados. Ele não se mostrou muito interessado. Em menos de nada adormeceu e eu confesso, desmotivei um bocado.

Na manhã seguinte diz-me o T.:

- E se fizermos todos os dias cedinho lá em cima na cobertura do prédio?
- Por mim, vamos a isso!

No Domingo, fizemos o Fit Test e os resultados não foram lá muito satisfatórios. Escrevemos os resultados e fizemos as nossas medições para compararmos dali a 15 dias.

4.Março, terça-feira de carnaval. Eu não tive dispensa no trabalho mas o T. teve e no fim do dia, liga-me:

- Eh pá! Fiz um treino do Insanity... aquilo é de loucos! Mas estou a gostar da ideia!

Ele parecia tão entusiasmado a contar o que tinha feito que só de o ouvir fiquei cheia de vontade de fazer também. Acontece que nessa semana adoeci e não o consegui acompanhar. Ele, todos os dias seguintes, às 6h40 saía de casa e ia para o topo do prédio. Nos 45 minutos seguintes era um regabofe... era ouvi-lo aos saltos e a correr. No silêncio da manhã, quando ainda praticamente todo o prédio dormia, ouvia os "pum pum pum" e achava piada. Ele chegava sempre suado,  cansado mas com aquela sensação boa de treino cumprido.

Na terça seguinte juntei-me a ele. E a partir desse dia, todos os dias, por volta das 6h40 saímos os 2 para o topo do prédio. Tem sido espetacular! Todos os dias vemos o sol a nascer no horizonte. A iluminar o rio e a ponte. Nos (3) minutos iniciais temos frio, depois... depois é tirar o casaco para não morrer de calor :)

O treino consiste em 5 diferentes circuitos no primeiro mês e 1 dia de descanso por semana. Há um calendário definido com os circuitos que devemos cumprir. Não se garante resultados espetaculares se não houver esforço. É claro, que os resultados variam de pessoa para pessoa e consoante a aplicação de cada um. É um bom treino para manter-nos em forma. No segundo mês parece que a coisa se torna mais dura... lá chegaremos...

Os primeiros 30 dias são de preparação. Há 1 semana de recuperação (recuperação activa) e depois mais 30 dias de treino a sério (o pior está para vir :) brincadeirinha!)

Há também um guia de refeições mas não estamos a utilizar.

Posso dizer que já noto diferenças no meu corpo. Já me sinto um pouco mais forte, mais ágil, mais em forma. Também é verdade que noto resultados no T.. Mas o melhor de tudo,  é podermos fazer juntos algo que sempre gostamos. Estamos ali e aqueles 45 minutos são nossos. Para o nosso bem-estar. A puxar um pelo outro, a refilar um com o outro quando o cansaço se apodera de nós. Tem sido brutal!

Se estão fartos do ginásio por qualquer motivo, se querem um treino forte e com resultados, se querem estar em forma, aconselho mesmo, mesmo o Insanity!

Se ao fim de 60 dias os resultados não forem para lá de espectaculares, também não tem mal, porque na verdade nunca será tempo perdido. Estou a fazer por mim e pela minha saúde!

Venham daí!


quinta-feira, 20 de março de 2014

Herdade da Matinha

Aproveitamos os dias de férias acumulados e os feriados de fim de ano para marcar umas merecidas férias. E que bom que foi! 

Entre sonos espaçados ao longo do dia, madrugadas longas a ver filmes, almoços e jantares em família, desta vez logo a seguir ao Natal, rumamos a Sul até ao Cercal, mais propriamente à Herdade da Matinha.

Já há muito tempo que falava ao T. que gostava de lá ir passar uns dias. E foi desta.

Logo na manhã da viagem, telefonaram a perguntar se jantávamos lá ou não. Decidimos que nesta noite iríamos até Milfontes jantar. 

O caminho até ao Cercal fez-se bem. Parte em auto-estrada e outra parte em estradas nacionais. Pacífico. O mais complicado são os cerca de 3 km finais que são feitos num estradão de terra batida e que agora com as chuvadas estava um bocado esburacado. Fomos devagarinho e lá chegamos já passava das 15h30. 

Fomos recebidos por duas pessoas do staff que nos mostraram a herdade, o espaço interior, a piscina, o espaço onde se faz yoga, massagens e afins e por fim a cavalariça. Indicaram-nos também 2 restaurantes para jantar que acabamos por não ir experimentar: A Tasca do Celso e O Morais.

Entretanto o nosso quarto ainda não estava pronto. Estava a ser ultimado. Fiquei um bocado aborrecida apesar de nada ter dito, já que o check-in era a partir das 14h... E assim que entramos no quarto ainda tinha o chão húmido de ter sido limpo.



Descansamos um pouco e às 18h30 saímos em direção a Milfontes. Eu lembrava-me de um restaurante italiano onde fui há uns anos e que gostei bastante - Pátio das Pizzas (acho eu), mas este restaurante já não existe e deu lugar ao Pátio Alentejano. 

Decidimos experimentar. Como não tínhamos almoçado, estávamos com fome e assim que veio o pão e as azeitonas para mesa, atacamos. A comida não é sofisticada ou elaborada, é caseira e saborosa com doses para manter uma pessoa alimentada durante muitas horas. A minha meia-dose de bifinhos de frango dava bem para 2 pessoas. A seguir ao jantar veio o doce da casa e lambona como sou lá me deliciei com a bolacha, as natas e o leite condensado. Nham nham!

Estava frio e a chover. Por isso demos uma voltinha de carro até ao farol e voltamos para a Herdade. 

Como ainda era cedo, fomos para uma das salas com a lareira acesa. Eu passei o resto da noite a ler um livro sobre cavalos (eu tinha sérias intenções de montar no Domingo) e o T. a fazer umas coisas no portátil ao meu lado. Já era tarde quando fomos para o quarto. 

Na manhã seguinte, acordamos e por volta das 10h30 estávamos na sala de refeições principal. Esperava mais do pequeno-almoço.




Não era mau. Nada disso. Mas não era variado. Havia apenas pão alentejano e um bolo de noz, muito bom por sinal! De resto o normal, compotas, fiambre, queijo, manteiga, café, leite, sumo laranja. O mais normal possível. Tinha a possibilidade de ovos mexidos, mas não alinhamos. Perguntaram-nos se nessa noite jantaríamos na Herdade. Decidimos que não novamente. Por muito boa que fosse a comida, não estávamos dispostos a pagar a volta de 30 e tal euros por pessoa (sem bebidas) por um jantar. 

Felizmente, o tempo estava bem melhor que no dia anterior e o sol mostrou-se muitas vezes. Até por volta das 16h estivemos em Milfontes. Fomos até ao Farol, passeamos na praia das Furnas, compramos um jornal e uma revista e estivemos a ler ao sol. 

Combinamos uma sessão de massagens e um jantar especial no quarto. Quase de regresso fizemos as compras para o nosso jantar e voltamos a herdade. E passamos lá o resto do dia.

Chegou o Domingo e como ele um dia sol muito bom! Era o dia de regresso e eu tinha uma sensação de vazio em relação ao lugar. 

Tantas expectativas e sentia-me frustrada. Nem o passeio de cavalo que eu tanto ansiei tive coragem de fazer. Fiquei com medo. O T. queria ir, já há muitos anos que não montava. O Miguel, a pessoa responsável pelos cavalos é super divertido e bem disposto. Estivemos os 3 a conversa enquanto o Miguel preparava as éguas que os levariam aos dois num passeio até ao cimo da colina. A Vitorina a égua do Miguel e a Serra a égua do T.. Eu fui aproveitanto para pentear as crinas das bicharocas, para fazer festinhas e para tirar umas fotos.



Às 12h30 lá foram os 2. Eu ainda os segui a pé no início do caminho, mas depois a Boneca (cadela linda que apareceu abandonada e que hoje pertence a Herdade) rendeu-me e seguiu o Miguel e o T. durante TODO o passeio. 


Na volta, eles contaram que cheia de calor, a Boneca deitava-se em tudo o que era poça de água! E branquinha como é, passou ao tom castanho, mas nunca desistiu!


A Serra, assim que chegou foi tomar um banho tão suada e cheia de calor que estava a bicha! Depois foi solta no pasto e rebolava-se na relva.

Eu aproveitei o tempo de espera para tocar num piano que havia numa das salas. Lia as pautas no telemóvel e ia tentando recuperar a arte que antes dominava.


E pronto, por volta das 14h30 estávamos a deixar a Herdade da Matinha de regresso a Lisboa.

Eu confesso que tenho muita pena de escrever este texto. Eu gostava de ter gostado muito, de ter adorado, de que a Herdade me tivesse ficado no coração. Mas não. Achei (achamos) a relação preço/qualidade muito desfavorável. Também é verdade que a época escolhida não foi a melhor, porque não pudemos aproveitar o espaço exterior.

Em resumo... a verdade é que por qualquer razão e apesar das expectativas altíssimas a Herdade da Matinha não encheu o meu coração.