Chegou o grande dia. A etapa final!
E foi assim... depois do jantar magnífico da noite anterior, assim que chegamos ao quarto preparamos tudo para o dia final. Desta vez seria diferente. Não levaríamos mochilas. Ou melhor, a mochila só transportaria o essencial: água, telemóveis e carteiras. Toda a restante logística ficaria no hotel a espera que o nosso carro de apoio, que é como quem diz os pais do T., passassem lá e buscassem.
Por isso, de manhã, eram 7h30 já estávamos a tomar o pequeno almoço. A D. Maria, preparou-nos uma refeição deliciosa e bastante "nutritiva" já que íamos mesmo precisar de energia para os km que tinhamos de percorrer.
Por volta das 8h a D. Maria convida-nos a conhecer o antigo lagar/adega do Monte da Rosada. A ante-sala tinha o chão em declive e era aí que as uvas iam sendo colocadas no chão ao mesmo tempo que eram pisadas. O que era produzido ia sendo colocado num depósito (lembram-se do chão em declive? No centro da sala havia um caminho que ia dar ao depósito) e depois com uma "bomba" manual, o vinho saía desse depósito para os potes.
Ficamos impressionados com o tamanho dos potes de barro (cada um levava a volta de 1500 l de vinho!) e só os que contei eram para mais de 20 potes!
Explicou-nos ainda que esses potes quando estavam cheios eram selados. Sabem como? Esqueçam as tampas, os paninhos e outros que tais. Os potes eram selados com azeite ou com cera. Uma vez que nenhum dos elementos se mistura com o vinho. Achei muito interessante!
Mostrou-nos ainda o alambique onde era produzido a aguardente com o bagaço das uvas. Enfim... uma casa com 150 anos, tem mesmo muita história para contar.
Às 8h30 saímos do monte e fizemo-nos a estrada. Até Elvas faltavam 55km. O T. foi avisando que o caminho de hoje era bastante mais por estrada e que a partir do km 20 teríamos subidas valentes.
Logo a saída de Estremoz passamos por um águia mas não conseguimos fotografar. Continuamos a ver paisagens inspiradoras de um Alentejo soberbo.
Passamos por um monte de alguém que tal como nós deve gostar muito de bicicletas...
Encontramos ovelhas, perús, perdizes e até patos reais. Uma festa! Estão a ver a converseta? :)
O passeio continuou tranquilo pelas paisagens do Alentejo.
Fomos avançando bem mais rápido do que era habitual já que não estávamos tão carregados e às 12h35 entramos em Elvas. Tiramos algumas fotografias junto do Aqueduto de Elvas que foi classificado como património da Humanidade pela UNESCO.
Descansámos um pouco e às 14h30 pusemo-nos a caminho! Faltavam 22km até Badajoz. Antes ainda fomos até ao Castelo de Elvas (sim, sim... eu subi de bicicleta!) e só a seguir iniciamos novamente o track.
Até Badajoz a paisagem começou a ficar diferente. Mais árida, menos verde, mais castanha. Estava bastante calor e o céu tinha um azul lindo, lindo, lindo!
Os caminhos voltaram a ser novamente de terra batida e pedras. E ao longe, bem ao longe, víamos a cidade e a ânsia de chegar aumentava. Confesso que foi só neste percurso que finalmente acreditei que conseguiria cumprir o objetivo e sentia-me orgulhosa por isso.
Conforme nos aproximávamos do destino, parecia que mais rápido pedalávamos. Até que finalmente apareceu a placa que dizia: "Espanha". Essa foto é a nossa entrada em território espanhol junto ao rio Caya.
Quando entramos mesmo dentro da cidade, seguimos pela ciclovia. Parece que caso as bicicletas circulem pelo passeio, arriscam-se a multas de 80€.
O cansaço ficou lá atrás. O calor desapareceu. As dores já não me lembrava delas. A alegria da conquista essa permanecerá para sempre. Essa conquista é minha! Já ninguém me tira...
Até à próxima BRUTAL ADVENTURE...
















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